“O peso das palavras não ditas, o arrependimento pelas atitudes não tomadas, convivo diariamente com isso. Vivo à merce de um amor dominador e um coração eternamente submisso. Tive minha vida transformanda em um inferno cheio de dores, incertezas, e saudade. Perdi as contas de quantas vezes acordei bradando aquele madito nome e engolindo as lágrimas que desciam desenfreadas por minha face. E que sensação desagradável ver todo o sentimento exposto em meu rosto à contragosto. Eu já nem lembro mais como é ser eu mesma sem um pouquinho daquele falso anjo encalacrado nas lembranças. Simplesmente não entendo de onde vem toda essa minha mórbida esperança.
Virei escrava de um passado imortal, que tortura cada pulsação da minha mortalidade. Fui seduzida por uma paixão que levou consigo toda a minha vivacidade.
E em meio a toda essa minha inconstância sentimental, percebi que a mudança drástica de sentimentos sempre agiu como um punhal. Punhal cravado em meu peito, que gerou cicatrizes nesse meu ser imperfeito.
Fui forçada a aprender viver de aparências forjadas.
O tempo me ensinou a camuflar sentimentos, a esconder meus tormentos, a melhorar meus fingimentos. Me adaptei à rotina das aparências, pois é inútil transparecer minha realidade interior sabendo que ninguém se importa. Seres humanos são egoístas por natureza, insensíveis ao sentimento alheio. Dramatizo meus sofrimentos apenas mentalmente, visto a máscara que oculta meus verdadeiros sentidos, e na tentativa de enganar os outros, acabei enganando a mim mesma.
Sem rimas e sem melodia, porque minha vida não é uma música e muito menos uma poesia.
Tudo que ela queria era ser misteriosa. Dizem que as garotas misteriosas são mais sensuais e interessantes, dizem que desvendar os mistérios de uma pessoa é estimulante e encantador. Mas ela não era misteriosa, ela tinha tendência às transparências, bastava olhar para os seus olhos que todos enxergariam seu interior. Bastava dar uma brechinha para ela falar, que logo já ia contando toda a sua vida: por quem era apaixonada, por quem havia chorado, qual eram seus sonhos, e tudo o que pensava, por mais que a maioria nem prestasse atenção ou se importasse com suas auto-narrativas. Era fácil de entendê-la, porque nas entrelinhas de sua complexidade habitava uma vasta simplicidade, o problema era que ninguém nunca parou para tentar entender. Era fácil fazer parte de sua vida, porque ela tinha amor para dar, doar, e doer, mesmo que nunca os recebesse de volta. Ela tinha palavras de conforto para todos que precisavam, mesmo não tendo alguém para lhe confortar quando ela mesma precisasse. Porque seu jeito de cuidar de si mesma era cuidando dos outros.
E era fácil brincar com ela também, e havia quem adorava fazer dela um playground, mesmo sabendo que isso a traria sofrimento. Porque ela não sabia ser uma garota má, não sabia cultivar o ódio e nem mesmo colher o rancor, e por transparecer seus detalhes, as pessoas achavam que podiam brincar e se divertir com cada sentimento que nela habitava. Pois sabiam que ela perdoava o que era imperdoável, amava o que não merecia ser amado, cuidava de quem não merecia ter cuidados.
Ela era intensa até mesmo nas vírgulas que tentavam pausar seus sentimentos, e em cada ponto final ela conseguia enxergar as reticências.
Mas nessa de pensar tanto nos outros e cuidar tanto da vida alheia, ela esquecia de pensar nela mesma, de cuidar de seu próprio mundinho. Cometia negligências com si mesma, sempre se colocava em segundo plano e não conhecia o egoísmo.
Se doía e se doava sem receber nada em troca, se alimentava da falta de reciprocidade e da ingratidão a sua volta.
Arranjou muitos amores, conquistou a correspondência, mas nunca viveu tais amores em sua própria adolescência. Construiu contos de fadas, encontrou verdadeiros príncipes, mas nunca foi a princesa de tais contos, e isso a deixava triste.
Ao correr atrás da felicidade alheia, esquecia de ir atrás de sua própria vida, escrevia muitos romances, lia os resultados de sua obra, mas nunca protagonizou seus próprios sonhos. Concretizava suas fantasias através do próximo simplesmente por não saber lidar com si mesma, e ao parar para ler sua própria história, percebeu que tinha escritos mais dos outros lá dentro, do que dela mesma. Eternizou sentimentos que nunca serão correspondidos, cuidou de quem nunca cuidará dela, arrancou sorrisos de quem nunca a fará sorrir de volta, chorou por quem nem mesmo se importará com suas lágrimas. Sofreu por quem nunca conheceu o sofrimento, lutou por quem nunca quis ser conquistado, correu por quem preferiu ficar sempre parado, e viveu por quem nem mesmo sabia o que era viver.
Portanto ela não era nem misteriosa, nem sensual, e muito menos interessante, mas fazia pelos outros tudo aquilo que ela tinha esperanças que um dia fizessem por ela.
- Betina Pilch.
“Ei garoto dos olhos azuis, sei que você mal me conhece, e que na pior das hipóteses não pensa em mim como eu penso em você. É verdade que nos vimos só uma vez, aquela vez na casa da minha amiga, em que nossa conversa ficou em volta de assuntos como filmes de ação e Segunda Guerra Mundial. Aquela conversa tão natural que nem parecia que éramos desconhecidos, aquela conversa em que eu fiz questão de olhar bem diretamente para os seus belos olhos cor do céu. É, olhos azuis, você nem ao menos sabe na encrenca que se meteu ao me dar espaço pra entrar um pouquinho em sua vida, mal sabe você que sou dessas loucas intensas que criam mil e uma expectativas logo no primeiro encontro. Dessas loucas que acreditam em amor a primeira vista mesmo sem nunca ter experimentado tal magia na própria pele. Não sei bem se teremos um futuro, nem aposto na probabilidade de um primeiro beijo (apesar de sonhar todas as noites com a sua boca se entrelaçando com a minha). O fato é que adoro quando você me julga inteligente e admira o meu “Português correto”, adoro cada falta de vírgula e pontos de interrogação que você comete em nossas conversas online. Adoro o fato de sermos completamente diferentes, de vivermos em mundos tão opostos. Adoro a sensação de expectativa toda vez que entro no facebook e te vejo online, esperando que você venha logo perguntar como foi meu dia. É difícil de explicar o impacto que você causa em mim, não, não estou apaixonada, pelo menos por enquanto. É um encanto diferente, que faz brotar asas em meus pensamentos e me faz sonhar novamente, depois de tanto tempo presa à um passado mórbido. É, é isso, você trouxe vivacidade aos meus pensamentos, deve ser isso. Porque depois de complicar tanto, de usufruir da minha capacidade complexa de enxergar problemas inexistentes, eu amei sua simplicidade e maturidade. Sim, amei a forma natural que você leva a vida, sem muitas complicações emocionais, no máximo umas dores físicas por causa dos treinos de Jiu Jitsu. Porque mesmo sonhando tanto, complicando tanto, o que eu precisava mesmo era de paz, calmaria e simplicidade, e isso veio em um pacote carregado por você. É garoto dos olhos azuis, mal sabe você o que te espera se resolver me dar mais espaço, porque aí meu lutador, sua vida calma e simples será tomada por um turbilhão de pesos emocionais. Mas o que são alguns pesinhos emocionais de uma garotinha, perto dos golpes fortes vindos de uns monstros do seu treino? É meu bem, a luta é pra quem aguenta, mas os sentimentos, ah esse sim é para os fortes!
“Eu cansei…
Eu cansei de chorar todas as noites, cansei de tentar entender porque isso acontece comigo, porque isso tem que ser tão difícil. Eu cansei de sentir meu coração bradar seu nome em silêncio, eu cansei de te esperar sem saber pra onde você foi. Eu cansei de guardar abraços que nunca serão entregues, de reservar meus beijos e sentimentos àquele que nunca mais fará parte da minha vida. Eu cansei de me condenar a infelicidade eterna, de me recriminar por não ter feito o que podia a tempo. Eu cansei de trancar meu amor e esperar você vir resgatá-lo, eu cansei de esperar por calor dentro desse coração gélido e mórbido. Eu cansei de ser julgada tola por gostar de alguém tão indigno do meu amor, eu cansei das deslembranças do meu próprio eu. Eu cansei das paranóias e das expectativas impossíveis, eu cansei de te vigiar e querer você nos meus braços novamente. Eu cansei de não ser correspondida, de amar por dois, de me doar demais. E principalmente, me cansei de escrever inúmeros textos inúteis sabendo que você nunca vai ler.
“Talvez essas singelas palavras não sejam assim tão importantes pra você quanto são pra mim. Apenas senti necessidade de expressar todo o amargor e sofrimento que com sua partida, se abriu em mim. Eu não desejo de forma alguma que isso venha a lhe comover ou algo do tipo mais sabe cara, eu nunca havia sentindo um sentimento de tamanha profundidade, nem ao menos nada pode ser comparado a isto. […] Malditas lágrimas estas, que percorrem meu rosto enquanto tenho nostalgias de talvez, uma das melhores coisas que vivi, apesar do desfecho nada feliz. Diante desse tempo, escrevi diversas vezes pra você na tentativa de poder assim, demonstrar-te que o que eu estava sentindo era único, unicamente por você, tentativas essas todas em vão. […] Sabe aquela música que dedicaste a mim? Então, quero que fiques sabendo que a escuto todos os dias, porque ela faz sentir-me mais perto de ti, apesar de toda essa distância que nos separa. Ela que embora não nos conheça, revela o que a gente sente, e quando me sinto mal, a procuro apenas pra ter pra mim. Sem que eu tome o comando da minha emoção as lágrimas percorrem por minha face e terminalmente chegam ao coração. […] Sentia-me segura enquanto te tinha por perto, você era como um ponto de libertação enquanto me sentia em gaiolas, aprisionada por minha própria solidão. […] Não me arrependo de nada que fiz pra estar contigo, na medida do possível. E se eu pudesse, faria muito mais. Mas agora me sinto incapacitada de tomar qualquer atitude, estou paralisada diante dessa angústia que tomou conta de mim. Você que antes era meu transportador de sorrisos, hoje só me faz chorar. […] Não queria ter que dramatizar, mas é que me sinto um nada tendo que te perder e não poder fazer nada, absolutamente nada. Em cada letra que digito aqui é como se um grito de mim saísse, um grito silencioso e que se prende na garganta, restando apenas o silêncio. Silêncio este que obscurece minha alma e me faz impedir que nenhum sentimento achegue-se novamente. Fechei-me para o mundo, porque sem você, ele não é tão interessante. Eu descobri o mundo ao te conhecer, e me vi perdida sem você.[…] Só não deves se esquecer que o amor que algum dia senti e ainda sinto foi um dos maiores do mundo, e amor assim é apenas uma vez. Me prometa que não vais te esquecer e não se atreva a duvidar um dia sequer disto, não é direito seu, duvidar de coisas que sou eu quem sinto.
“Quando você menos espera sente saudade. Apavora-se por não saber como se livrar dela. Arrepende-se por certas coisas, por tais palavras. E quantos gestos reembolsou ao longo do tempo? Quantas juras de amor ditou ao mundo? Chega de colecionar dores e amores!
“Hoje me fizeram uma pergunta simples, mas que com a mesma simplicidade que foi perguntada também deixou minha mente um tanto inquieta. Não soube bem o que responder, até porque para a resposta ser completa exigia da minha pessoa um tempo de meditação.
Passei horas tentando encontrar uma resposta simples e ao mesmo tempo completa para aquela inquietante pergunta e descobri que quando se trata de uma garota como eu não devemos esperar nada menos que muita complexidade. Mas incrivelmente consegui uma resposta para aquela pergunta “Como seria o cara perfeito para você?” E minha conclusão foi a seguinte:
Primeiramente não existe um cara perfeito, existe, talvez, o cara ideal.
Eu não quero um ser extraordinariamente perfeito, porque de ilusórios já bastam meus poemas românticos.
Eu quero um ser - humano! Alguém cheio de defeitos irresistíveis, cheio de manias neuróticas deliciosas. Quero alguém contraditório, cheio de dúvidas a serem esclarecidas e cheio de sonhos a serem realizados. Alguém com vontade de dar a volta ao mundo em 80 dias ao meu lado e que queira se hospedar na assombrada casa de Usher comigo.
Quero alguém que faça o impossível por uma paixão, que afronte o mundo se necessário, assim como Armand Duval ou Romeu. Ou que simplesmente deteste todas as minhas manias e ainda assim se apaixone perdidamente por cada uma delas. Que morra de amores por mim e ao mesmo tempo me deixe louca com seu orgulho constante.
Quero alguém que recite versos de Shakespeare, Camões, Neruda ou Exupéry e dedique aos nossos momentos. Quero alguém cheio de conhecimentos, mas também que me irrite com sua ignorância.
Eu quero um homem exageradamente romântico e complicado sim! O mais piegas possível, e o mais cafajeste possível também.
Quero receber flores inesperadas, quero encontros surpreendentes, declarações de amor em uma carta perfumada. Mas também quero um agricultor de dúvidas e incertezas, quero ser um pouquinho maltratada, nada em excesso, só para manter o equilíbrio.
Quero uma paixão avassaladora, mas também quero um amigo. Quero beijos quentes e envolventes, mas às vezes quero só abraços aconchegantes e muita gargalhada.
Quero alguém para me amar, me irritar, que me faça sentir segura em seus braços e perdidamente sem chão quando for embora.
Talvez eu queira apenas alguém que saiba se adaptar às minhas necessidades exageradamente românticas e que se apaixone por cada lado contraditório do meu ser.
Não quero um príncipe encantado nem um ator, eu quero apenas um homem que faça jus ao tão querido sentimento que denominamos amor.
A SAGA CREPÚSCULO
O que falar do fim da saga Crepúsculo? Foi um turbilhão de emoções a cada cena, lágrimas ao final por saber que era o ultimo filme do romance mais lindo. Muitas críticas surgiram, disseram que a Stephenie Meyer estragou lendas, e mais um monte de argumentos descabidos. Mas o que eu sei, é que a saga abriu a mente das pessoas, incentivou a leitura, cativou e emocionou um grande público, e a Stephenie tem todo o meu respeito por ter tido essa imaginação fértil, por ter criado os seus vampiros e lobisomens sem esquecer do romantismo, por mostrar que até mesmo uma garota sem graça e sem sal (Desculpa Bella Swan, rs) pode viver um romance lindo e incrível, e que para a imaginação e para os sonhos não existem limites. Vamos continuar sonhando com o piegas príncipe encantado, não importa se ele vai brilhar no sol, se ele vai ser insuportavelmente romântico, o que importa é que ele vai te amar, vai dar a vida dele por você por amor por mais exagerado que isso soe, ele vai te dar a vida eterna só para viver ao seu lado um romance sem fim! Mesmo que isso aconteça só e somente em suas fantasias mais absurdas. Não custa sonhar com um amor exagerado e perfeito, não custa sonhar com um melhor amigo “gostoso”, rsrs, não custa você se imaginar sendo a garota que conseguiu fazer brotar a paixão fervorosa em um coração, literalmente, gelado. Não custa. Deixe-nos sonhar, deixe-nos emocionar, e critiquem o quanto quiserem, porque uma saga de tanto sucesso merece destaque! (‘: <FOREVER3’
- Betina Pilch.
QUEM PUDER/QUISER DÁ UMA OLHADINHA NO MEU BLOG, FICAREI MUITO GRATA!
http://criticamentepoetico.blogspot.com.br/
“A felicidade alheia me incomoda.